terça-feira, 22 de março de 2011

Amadurecimento do karma


Só há uma reação adequada para a pessoa que presencia o sofrimento de outra: “Como posso ajudar?”. Quando o karma começa a amadurecer, provocando sofrimento, a reação jamais deve ser: “Esse é o seu karma. É seu destino, então não posso ajudar”. Seu próprio karma pode muito bem se apresentar como uma oportunidade de ajudar uma pessoa sofrendo. Não compreender as ações e suas consequências pode ser desastroso.

À partir da perspectiva budista, o tipo de acontecimentos que encontramos — felicidade ou tristeza — não se deve a alguém fazendo algo a nós. Se ganho na loteria, não é porque o Buda escolheu me premiar. Nenhum deus ou buda é responsável pelo que nos acontece. [..]

Isso não significa que uma pessoa sofrendo seja mais degenerada moralmente do que alguém que sofre as consequências por comer comida envenenada. O sofrimento que vivenciamos se deve ao karma acumulado sob a influência da ilusão e das aflições mentais. Isso vale para todos os seres sencientes.

A resposta budista para as não-virtudes que todos cometemos enquanto estamos amarrados à roda do samsara pode ser inspiradora e encorojadora. O ensinamento budista diz que é possível neturalizar as sementes de karma negativo embutidas no fluxo da consciência. Ações não podem ser desfeitas, mas é possível purificar o fluxo mental para que o impacto das sementes kármicas seja anulado.

O método usado para purificar o fluxo mental são os “quatro poderes de remediação” [arrependimento, confiança, determinação e purificação]. A metáfora para a eficácia dos quatro poderes é a de queimar a semente. O karma, como uma semente, pode ser queimado no fogo da purificação para que não brote. A semente não vai desaparecer, mas não irá dar fruto.

B. Alan Wallace (EUA, 1950 ~)
“The Seven-Point Mind Training”
(Dharma Quote of The Week – Snow Lion, 30/09/10)

Por Samsara

quinta-feira, 17 de março de 2011

O brilho nos olhos de cada ser

A religião quer explicar o mistério do nosso nascimento neste mundo; a meditação e a prece procuram nos abrir para ele. A sabedoria celebra esse mistério e a compaixão ama isso tudo — o brilho nos olhos de cada ser.

Jack Kornfield (EUA, 1945 ~)
“Depois do êxtase, lave a roupa suja”, parte 4 | 17

Samsara

segunda-feira, 14 de março de 2011

Bens e Males

Quase sempre, na Terra, muitos bens são caminhos a muitos males e muitos males são caminhos a muitos bens.
Por isso, muitas vezes, quem vive bem à frente dos preceitos humanos, pode estar mal ante as Leis Divinas.

A dor, sendo um mal, é sempre um bem, se sabemos bem sofrê-la, enquanto que o prazer, sendo um bem, é sempre um mal se mal sabemos fruí-lo.
Em razão disso, há muitas situações, nas quais o bem de hoje é o mal de amanhã, ao passo que o mal de agora é o bem que virá depois.

Muita gente persegue o bem, fugindo ao bem verdadeiro e encontra o mal com que não contava e muita gente se desespera, a fim de desvencilhar-se do mal que não consegue entender e acaba encontrando o bem por surpresa divina.

Há quem se ria no gozo dos bens do mundo para chorar nos males da Terra para colher os bens da Esfera Superior.

Não procures unicamente estar bem, porquanto no bem apenas nosso talvez se ache oculto o mal que flagela os outros por nossa causa e o mal que flagela os outros por nossa causa é mal vivo em nós mesmos, a roubar-nos o bem que furtamos do próximo..

Se desejas entesourar na estrada o em dos mensageiros do bem, atende, antes de tudo, ao bem dos semelhantes, sem cogitar do bem que se te faça posse exclusiva.
Recordemos o Cristo que, aparentemente escravo ao mal do mundo, era o Senhor do Bem, a dominar, soberano, acima das circunstâncias terrestres, e, tentando seguir-Lhe o passo, aceitemos com valor, no mal da própria cruz, o roteiro do bem para a Grande Vida.

Obra: Passos da Vida - Chico Xavier / Scheilla

sexta-feira, 4 de março de 2011

Não disseram


Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.
(Jhon Lennon)

terça-feira, 1 de março de 2011

Eles viverão



A Espiritualidade Superior ensina que os planetas funcionam como educandários.

Os Espíritos neles encarnam para ter as experiências evolutivas de que necessitam.

A Terra por ora serve de morada e escola para Espíritos de reduzida evolução.

Embora, em geral, não falte inteligência aos habitantes do orbe, eles ainda vacilam no quesito da moralidade.

Têm facilidades de raciocínio, mas possuem dificuldades nos planos do sentimento, da conduta.

Certamente incontáveis se esforçam para viver com dignidade e o conseguem.

Entretanto, ainda é comum o triste espetáculo da leviandade, da corrupção e da crueldade.

Em um mundo imperfeito, a impunidade dos espertos e dos poderosos costuma ser frequente.

Não raro, esse panorama de vício aparentemente vitorioso causa indignação.

Muitos desanimam quando se deparam com certas cenas.

Pode ser o político corrupto que segue livre, mediante a adoção de estratagemas legais.

Ou quem, para enriquecer, não se incomoda de destruir o meio ambiente.

Talvez seja quem abusa da inocência ou oprime os fracos.

Ou então quem vence demandas na justiça contando com testemunhos falsos.

Não faltam exemplos de maldade vitoriosa, ao menos na aparência.

Seguramente, todos devem agir, no limite de suas forças, para que o bem se instale no mundo.

Mas, quando o mal parece vencer, não há razão para raiva ou desânimo.

Não há necessidade de desejar o mal para os que semeiam a desgraça nos caminhos alheios.

Para manter o coração em paz, basta refletir que eles viverão.

Sim, a morte não existe e todos seguirão vivos para sempre.

A vida dispõe de recursos para produzir arrependimento nos que se fizeram culpados.

Cedo ou tarde, chega o momento de rever a própria conduta e de enfrentar as consequências do que se fez.

Tal pode se dar na mesma encarnação, mediante importantes decepções, ignoradas da coletividade.

Ou no plano espiritual, onde não há disfarces possíveis quanto à própria realidade íntima.

Ou mesmo em outras existências, nas quais se experimentem as dores que se semeou na vida do próximo.

A vida constitui o melhor remédio para qualquer gênero de decadência.

Todos viverão para sempre e cada qual será feliz ou desgraçado, conforme as opções que fez.

A cada um segundo suas obras, como bem disse Jesus.

Assim, não convém praguejar contra quem fere, rouba, ilude ou mata.

Basta saber que os corruptos, os mentirosos e os defraudadores da paz alheia também viverão.

A cada homem incumbe o dever de ser digno e solidário, de esclarecer, amparar e socorrer.

Os desvios incontornáveis, segundo a ótica humana, ficam por conta da Lei Divina, sempre perfeita e atuante.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita.

Em 23.02.2011.

Cumplicidade: O segredo


A cumplicidade é essencial em um relacionamento (qualquer relacionamento).
Mas o que é cumplicidade? É compartilhar de si? Quanto?

Ser cúmplice não significa fundir-se ao outro, pois, cada ser é único e exclusivo, precisamos ter a nossa individualidade, o nosso espaço. Não podemos depender do outro, das suas idéias e de seus ideais, compartilhar das mesmas sim, porém, sem que isso seja uma imposição ou obrigação.
Cumplicidade é uma TROCA e não única e exclusivamente uma DOAÇÃO.

“Para ser cúmplice de alguém é preciso, antes, ser cúmplice de si mesmo e se conhecer. Só quem se conhece e aprende a lidar com próprios medos e fragilidades, sem esperar do outro a solução dos seus problemas, pode estabelecer um relacionamento bem sucedido.”


Se você quer discutir, questionar, debater sobre o tema "cumplicidade", nos diversos aspectos que a palavra nos proporciona, venha, faça parte e compartilhe sua opinião.

SOMOS TODOS CÚMPLICES DE ALGO OU ALGUÉM, SEMPRE.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Para que nasci?

A maturidade vai chegando, sem ainda alicerçar o entendimento, e surge a pergunta, na floração do cérebro em que desponta a luz do saber:

— Para que nasci?

Essa pergunta mais tarde recebe, da própria vida, a resposta, principalmente quando o jovem encontrar a oportunidade valiosa de conhecer a Doutrina dos Espíritos, fonte divina de informações para todas as dúvidas.

Nasceste, meu filho, como todos os outros, em busca da perfeição. Nascer é um dos processos do aprimoramento que a Divindade emprega em favor de todos nós. Uma reencarnação é oportunidade de ouro em nossas mãos.

Estamos esperando esse tesouro de há muito, e sempre pedimos a Jesus que o nosso nascimento seja no Brasil, e que não nos falte trabalho nos caminhos que haveremos de percorrer.

Quem se encontra movendo-se em um corpo físico, seja ele como for, que tenha paciência, reforce a fé e procure, se ainda não conhece, uma filosofia que lhe dê maior entendimento sobre a vida, não se desesperando, querendo voltar para cá sem cumprir seus deveres ante o mundo. Quando chegamos aqui com mãos vazias, os padecimentos são terríveis, no que tange à consciência.

Ouve a nossa voz de alerta! Jesus quando disse que era o Caminho, a Verdade e a Vida, expressava a única maneira de alcançarmos a felicidade. Procura conhecer Jesus, se ainda não despertaste para tal, que a tua vida será, verdadeiramente, uma vida no Chão de Rosas.

Estamos em uma época de modificações urgentes. Logo, compreenderás porque nascemos e renascemos na Terra, porque a fila, aqui, para reencarnar, é muito grande. Ademais, requer-se muito preparo para essa volta, nos dias que correm, céleres, em busca da Luz maior.

Estamos próximos de um grande desfecho. O ciclo evolutivo planetário está findando, oportunidade em que a reencarnação se torna mais difícil, para as almas em provações. As reincidentes no mal, deverão encontrar outros mundos, onde o ranger de dentes é norma comum. Em alguns planetas, falta mesmo a luz de um sol, como temos aqui, na Terra; essa beleza divina, que são os raios solares, que trazem consigo milhões de toneladas de energias vivificantes, todos os dias, em nosso favor.

Para que nasci? Tal pergunta é blasfêmia, quando falamos revoltados. O nascimento, na Terra, é porta para ingressarmos na luz de maiores entendimentos e felicidade.

A Doutrina Espírita está empenhada em espargir luzes, como está fazendo, em todas as direções. No amanhã, será reconhecida até pelos próprios mandatários da Terra, porque, quem ajuda a educar e instruir, não pode ser persona non grata para um país. Se o lema é a Caridade, que nasce do Amor, é força poderosa, que vem diretamente de Deus.

(De “Chão de Rosas”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Scheilla)

Paz e Luz