
Extraido do FB de Luciane.
Eu não sei se estou perto ou longe, se peguei o rumo certo ou errado; sei apenas que sigo em frente, vivendo dias iguais de formas diferentes. Já não caminho mais sozinho, levo comigo cada recordação, cada vivência e cada lição. E mesmo que tudo não ande da forma que eu gostaria, só o fato de saber que eu consegui aprender com os meus erros, me fez perceber que tudo valeu a pena.


Só há uma reação adequada para a pessoa que presencia o sofrimento de outra: “Como posso ajudar?”. Quando o karma começa a amadurecer, provocando sofrimento, a reação jamais deve ser: “Esse é o seu karma. É seu destino, então não posso ajudar”. Seu próprio karma pode muito bem se apresentar como uma oportunidade de ajudar uma pessoa sofrendo. Não compreender as ações e suas consequências pode ser desastroso.
À partir da perspectiva budista, o tipo de acontecimentos que encontramos — felicidade ou tristeza — não se deve a alguém fazendo algo a nós. Se ganho na loteria, não é porque o Buda escolheu me premiar. Nenhum deus ou buda é responsável pelo que nos acontece. [..]
Isso não significa que uma pessoa sofrendo seja mais degenerada moralmente do que alguém que sofre as consequências por comer comida envenenada. O sofrimento que vivenciamos se deve ao karma acumulado sob a influência da ilusão e das aflições mentais. Isso vale para todos os seres sencientes.
A resposta budista para as não-virtudes que todos cometemos enquanto estamos amarrados à roda do samsara pode ser inspiradora e encorojadora. O ensinamento budista diz que é possível neturalizar as sementes de karma negativo embutidas no fluxo da consciência. Ações não podem ser desfeitas, mas é possível purificar o fluxo mental para que o impacto das sementes kármicas seja anulado.
O método usado para purificar o fluxo mental são os “quatro poderes de remediação” [arrependimento, confiança, determinação e purificação]. A metáfora para a eficácia dos quatro poderes é a de queimar a semente. O karma, como uma semente, pode ser queimado no fogo da purificação para que não brote. A semente não vai desaparecer, mas não irá dar fruto.
B. Alan Wallace (EUA, 1950 ~)
“The Seven-Point Mind Training”
(Dharma Quote of The Week – Snow Lion, 30/09/10)
Por Samsara
Quase sempre, na Terra, muitos bens são caminhos a muitos males e muitos males são caminhos a muitos bens.
Por isso, muitas vezes, quem vive bem à frente dos preceitos humanos, pode estar mal ante as Leis Divinas.
A dor, sendo um mal, é sempre um bem, se sabemos bem sofrê-la, enquanto que o prazer, sendo um bem, é sempre um mal se mal sabemos fruí-lo.
Em razão disso, há muitas situações, nas quais o bem de hoje é o mal de amanhã, ao passo que o mal de agora é o bem que virá depois.
Muita gente persegue o bem, fugindo ao bem verdadeiro e encontra o mal com que não contava e muita gente se desespera, a fim de desvencilhar-se do mal que não consegue entender e acaba encontrando o bem por surpresa divina.
Há quem se ria no gozo dos bens do mundo para chorar nos males da Terra para colher os bens da Esfera Superior.
Não procures unicamente estar bem, porquanto no bem apenas nosso talvez se ache oculto o mal que flagela os outros por nossa causa e o mal que flagela os outros por nossa causa é mal vivo em nós mesmos, a roubar-nos o bem que furtamos do próximo..
Se desejas entesourar na estrada o em dos mensageiros do bem, atende, antes de tudo, ao bem dos semelhantes, sem cogitar do bem que se te faça posse exclusiva.
Recordemos o Cristo que, aparentemente escravo ao mal do mundo, era o Senhor do Bem, a dominar, soberano, acima das circunstâncias terrestres, e, tentando seguir-Lhe o passo, aceitemos com valor, no mal da própria cruz, o roteiro do bem para a Grande Vida.
Obra: Passos da Vida - Chico Xavier / Scheilla


A Espiritualidade Superior ensina que os planetas funcionam como educandários.
Os Espíritos neles encarnam para ter as experiências evolutivas de que necessitam.
A Terra por ora serve de morada e escola para Espíritos de reduzida evolução.
Embora, em geral, não falte inteligência aos habitantes do orbe, eles ainda vacilam no quesito da moralidade.
Têm facilidades de raciocínio, mas possuem dificuldades nos planos do sentimento, da conduta.
Certamente incontáveis se esforçam para viver com dignidade e o conseguem.
Entretanto, ainda é comum o triste espetáculo da leviandade, da corrupção e da crueldade.
Em um mundo imperfeito, a impunidade dos espertos e dos poderosos costuma ser frequente.
Não raro, esse panorama de vício aparentemente vitorioso causa indignação.
Muitos desanimam quando se deparam com certas cenas.
Pode ser o político corrupto que segue livre, mediante a adoção de estratagemas legais.
Ou quem, para enriquecer, não se incomoda de destruir o meio ambiente.
Talvez seja quem abusa da inocência ou oprime os fracos.
Ou então quem vence demandas na justiça contando com testemunhos falsos.
Não faltam exemplos de maldade vitoriosa, ao menos na aparência.
Seguramente, todos devem agir, no limite de suas forças, para que o bem se instale no mundo.
Mas, quando o mal parece vencer, não há razão para raiva ou desânimo.
Não há necessidade de desejar o mal para os que semeiam a desgraça nos caminhos alheios.
Para manter o coração em paz, basta refletir que eles viverão.
Sim, a morte não existe e todos seguirão vivos para sempre.
A vida dispõe de recursos para produzir arrependimento nos que se fizeram culpados.
Cedo ou tarde, chega o momento de rever a própria conduta e de enfrentar as consequências do que se fez.
Tal pode se dar na mesma encarnação, mediante importantes decepções, ignoradas da coletividade.
Ou no plano espiritual, onde não há disfarces possíveis quanto à própria realidade íntima.
Ou mesmo em outras existências, nas quais se experimentem as dores que se semeou na vida do próximo.
A vida constitui o melhor remédio para qualquer gênero de decadência.
Todos viverão para sempre e cada qual será feliz ou desgraçado, conforme as opções que fez.
A cada um segundo suas obras, como bem disse Jesus.
Assim, não convém praguejar contra quem fere, rouba, ilude ou mata.
Basta saber que os corruptos, os mentirosos e os defraudadores da paz alheia também viverão.
A cada homem incumbe o dever de ser digno e solidário, de esclarecer, amparar e socorrer.
Os desvios incontornáveis, segundo a ótica humana, ficam por conta da Lei Divina, sempre perfeita e atuante.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita.
Em 23.02.2011.
